Tuesday, July 25, 2006




posted by Leandro on Tuesday, July 25, 2006 4:03:19 PM (E. South America Standard Time, UTC-03:00)  #    Comments [0] Trackback




posted by Leandro on Tuesday, July 25, 2006 4:01:48 PM (E. South America Standard Time, UTC-03:00)  #    Comments [0] Trackback




posted by Leandro on Tuesday, July 25, 2006 3:50:25 PM (E. South America Standard Time, UTC-03:00)  #    Comments [0] Trackback




posted by Leandro on Tuesday, July 25, 2006 3:48:15 PM (E. South America Standard Time, UTC-03:00)  #    Comments [0] Trackback




posted by Leandro on Tuesday, July 25, 2006 3:46:35 PM (E. South America Standard Time, UTC-03:00)  #    Comments [0] Trackback
Impagável o Silvio Santos puxando o saco descaradamente do então na época, presidente Figueiredo.




posted by Leandro on Tuesday, July 25, 2006 3:42:57 PM (E. South America Standard Time, UTC-03:00)  #    Comments [0] Trackback




posted by Leandro on Tuesday, July 25, 2006 3:40:27 PM (E. South America Standard Time, UTC-03:00)  #    Comments [0] Trackback




posted by Leandro on Tuesday, July 25, 2006 3:37:38 PM (E. South America Standard Time, UTC-03:00)  #    Comments [0] Trackback




posted by Leandro on Tuesday, July 25, 2006 3:36:26 PM (E. South America Standard Time, UTC-03:00)  #    Comments [0] Trackback




posted by Leandro on Tuesday, July 25, 2006 3:27:51 PM (E. South America Standard Time, UTC-03:00)  #    Comments [0] Trackback
 Sunday, July 23, 2006
Existem muitas definições do que vem a ser um lugar realmente civilizado. Seria o lugar em que você pode comprar um “El País” ou um capuccino a qualquer hora da noite ou — a definição que eu prefiro — um lugar em que você pode pisar numa faixa de segurança com a certeza absoluta de que os carros pararão para você passar. São as relações entre motorista e pedestre que determinam o grau de civilidade de uma sociedade moderna, e a grande diferença entre o primeiro e os outros mundos é que num o pedestre é respeitado e nos outros o pedestre é um estorvo, a ser corrido da frente a buzinadas. Na Alemanha, como em outros países da Europa, a deferência dos carros a pedestres e ciclistas é completa. Além das faixas para atravessar a rua em que o pedestre é soberano, e ai de quem tocá-lo, existem ciclovias por toda parte com igual segurança para os ciclistas. Mas acontece uma coisa curiosa: os ciclistas não têm o mesmo respeito pelos pedestres que recebem dos motoristas. A arrogância e a prepotência que estamos acostumados a ver nos nossos motoristas, na Europa — ou pelo menos na Alemanha — se transferem para os ciclistas, que, estes sim, correm com os pedestres que atravessam a sua frente com buzinadas furiosas, e não respeitam faixas de segurança. Se você se distrair e caminhar numa ciclovia se arrisca a ouvir, além das buzinadas indignadas mandando você voltar para o seu lado da calçada, comentários sobre a vida pregressa da sua mãe que ficam muito pior em alemão. Talvez a definição de país civilizado seja esta: um lugar em que ciclistas se sentem tão seguros que desenvolvem uma espécie de delírio de poder. Podem tudo, nas suas vias exclusivas. E, de um jeito ou de outro, o pedestre está condenado a ser o que sai da frente.

E já se disse, com um certo exagero, que de um jeito ou de outro toda a história moderna da França tem alguma coisa a ver com “l’affaire” Dreyfus, o militar acusado de traição e depois reabilitado cujo caso dividiu o país — e, pelas notícias da recente celebração dos cem anos da sua reintegração ao exército, ainda divide. Desde a reintegração discute-se os tipos de homenagem que podem e devem ser feitas a Dreyfus e é a resistência de militares conservadores que tem impedido algumas, como a transferência dos seus restos mortais para o Pantheon. A questão do anti-semitismo, que seria a principal causa da perseguição a Dreyfus, ainda é delicada, tratando-se da comunidade militar francesa, e há um certo cuidado em não reabrir feridas, embora as feridas já tivessem cem anos para sarar. Quando o ministro da Cultura da época Jack Lang propôs que fosse erguida uma estátua a Dreyfus na École Militaire, o velho e pragmático Mitterrand disse: “Deve-se dar aos militares um exemplo, não um remorso.” Parece que esta ainda é a política do governo francês. Talvez dentro dos próximos cem anos o caso Dreyfus descanse em paz.




posted by Leandro on Sunday, July 23, 2006 6:26:01 PM (E. South America Standard Time, UTC-03:00)  #    Comments [1] Trackback
 Friday, July 21, 2006




posted by Leandro on Saturday, July 22, 2006 1:08:54 AM (E. South America Standard Time, UTC-03:00)  #    Comments [0] Trackback