Thursday, September 07, 2006
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posted by Leandro on Thursday, September 07, 2006 9:49:34 PM (E. South America Standard Time, UTC-03:00)  #    Comments [0] Trackback




posted by Linus on Thursday, September 07, 2006 7:51:55 PM (E. South America Standard Time, UTC-03:00)  #    Comments [0] Trackback
A volta de Ambrósio - Capítulo 22

Marilena acordou em sua cama, e sua primeira visão foi Aníbal, um dos filhos menos importantes, daqueles que só fazem figuração na trama.

- Anibal... Que sonho horrível... Pensei que seu pai...

- Não foi um sonho, mamãe. Ele voltou! A mulher gritou em total desespero:

- Não pode ser! Não pode ser!

O filho estranhou a reação. Alheio aos problemas que infernizavam a vida de Marilena, Adenair e Jeitosinha, sem saber que Ambrósio era a causa de muito sofrimento, esperava da mãe uma manifestação de alegria.

- Mãe... Você não entende? O papai voltou! Meio caidaço, é verdade, mas está vivo! Você deveria estar feliz! A mulher esboçou um sorriso forçado:

- Sim, meu amor. Claro. Foi só o susto. Claro que estou feliz.

Neste instante, já de banhozinho tomado e vestindo um velho e confortável pijama, Ambrósio entra no quarto.

- Marilena...

- É você mesmo, Ambrósio? - perguntou a mulher.

- Estou tão deformado assim? Claro que sou eu!

Ambrósio não tinha na voz a rispidez habitual. Parecia fragilizado. Sua fala era pastosa. Um canto da boca não se mexia e um fio permanente de baba escorria rumo ao pescoço.

- O que aconteceu com você?

- Não me lembro. Não consigo me lembrar de muita coisa. Vaguei pelas redondezas e aos poucos as memórias foram voltando... Nossa casa, você, nossos filhos...

- E sobre o acidente que o mutilou?

- Nada. Não me lembro de nada. Só vejo uma cena estranha... Assustadora e irreal. Não quero falar sobre isso.

Os olhos do homem transmitiam o pavor que lhe causava a simples menção da cena. E a imagem que vinha à sua cabeça era a do travesti, loiro e nu, empunhando uma serra elétrica.

No hospital público, Adenair acordava da anestesia.

- C-como foi a cirurgia, doutor? - perguntou ao homem de branco parado ao seu lado.

- Foi bem. Não consegui fazer um acabamento muito bom. Sabe como é, cirurgia plástica é uma coisa complicada... Mas eu mesmo já vi muita vagina mais feia por aí! He...He...- o médico amigo de Dona Nair insistia em seu humor infame.

- Meu pênis, doutor... O que vocês fizeram com ele? Mesmo detestando o que ele considerava um corpo estranho, Adenair sabia que era um pedaço seu que havia sido estirpado. E lhe assustava a idéia de que ele pudesse ter ido parar numa cesta de lixo hospitalar...

- Fizemos um transplante. Ele agora pertence a um marombeiro adepto do sexo bizarro, que perdeu o dele quando recebia carinhos orais de um pitt-bull...

- Melhor assim! - Animou-se Adenair - quando recebo alta?

- Amanhã, se tudo correr bem. "Vai dar tudo certo", pensou o - ou melhor - a jovem. "Vou virar uma linda mulher, como Jeitosinha, e conquistar o coração de Thiago!"

No seu apartamento, Thiago ainda olhava fixamente a arma. Sentia-se ultrajado, perdido, confuso e traído. Mas não conseguia evitar que a imagem de sua loira amada lhe viesse à cabeça. "Onde ela estará agora?", perguntava-se.

Mal sabia ele que Jeitosinha, naquele momento, abria a porta de entrada de sua casa para estar frente a frente com o pai que matara!

Qual será a reação de Ambrósio?

Empolgante! Sensual! Nojenta! A sua novela continua amanhã, em mais um capítulo inédito...




posted by Linus on Thursday, September 07, 2006 7:46:55 PM (E. South America Standard Time, UTC-03:00)  #    Comments [0] Trackback
 Wednesday, September 06, 2006
Bilhete de Adenair - Capítulo 21

O sol despencou no horizonte tingindo o céu de vermelho. A silhueta perfeita de Jeitosinha, seus longos cabelos loiros, seios voluptuosos, coxas grossas e bumbum empinado, recortados pelo céu do entardecer, eram uma visão idílica. A moça coçou o saco e cuspiu no chão.

- Pôrra, mais essa agora. Achei muito bom ser homem... - resmungou, no jardim florido da casa de Madame Mary, ainda sentindo na boca o gosto de sexo.

Da janela, a ruiva que havia sido possuída por Jeitosinha, cujo nome de guerra era Laura Croft, suspirava diante da visão do mais radiante e sensual ser humano que já havia conhecido. E olha que ela já tinha transado com uns três maracanãs lotados. Em seu apartamento, do outro lado da cidade, o angustiado Thiago olhava fixamente o revólver que empunhava. Acabar com a própria vida parecia ser a solução mais plausível para conseguir um pouco de conforto.

Na casa de Jeitosinha, Um fio de lágrima escorria pelo rosto de Marilena enquanto ela lia o bilhete deixado por seu filho Adenair:

"Querida mamãe, sem a presença opressora de papai, não vejo mais razão para negar minha própria natureza. A verdade é que, embora na teoria tenha dado à luz sete varões, na prática a senhora tem duas filhas. Me sinto tão mulher quanto Jeitosinha. Não tive, como ela, o privilégio de desfrutar da condição feminina, mesmo que por alguns anos de ilusão. Mas estou disposta a recuperar o tempo perdido. Amanhã terei extirpado de mim, definitivamente, a minha masculinidade. Quero ser uma mulher total. Então vou poder conquistar o coração de Thiago, me casar com ele até ter dois filhos: Claudney Felipe e Luana Piovani Aparecida. Beijos. Adenaíra"

As pernas da sofrida mulher não conseguiram sustentar o peso do corpo. Sentada no sofá, amassando a pequena nota entre os dedos, Marilena pensava em como sua vida havia se transformado em questão de dias.

- Meu Deus... O que poderia ser pior? - Perguntava-se, em voz alta.

Neste momento um homem sujo e deformado, metido em roupas fétidas, mancando e babando, abre abruptamente a porta.

- Querida, cheguei!




posted by Linus on Thursday, September 07, 2006 4:32:29 AM (E. South America Standard Time, UTC-03:00)  #    Comments [0] Trackback
TSE admite anulação da eleição:


Marco Aurélio Mello que deve manjar mais de direito que a Lúcia Hippólito afirma que sim: 50% mais 1 implica a insubsistência do pleito.

Que bosta de lei é essa que ninguém consegue entender? Nem parece que foi feita por aqui.

Se a lei não fosse tão velha eu seria capaz de jurar que este trecho foi chupinhado de alguma legislação gringa e traduzido com o google translator. Só pode ser.


Update: Vale a pena publicar o comentário do Alan Resende:

Sim. A eleição pode ser anulada e, inclusive, os candidatos não podem parcipar do novo sufragio.
Explicando detalhadamente:
1. Se após a contagem dos votos o percentual de Nulos e Brancos for de 50% + 1 voto do total do eleitorado, a eleição fica anulada, e nova rodada de eleições é definida.

2. Com isso, na nova eleição marcada, TODOS os canditados da anterior não podem concorrer nessa "nova eleição", pois a maioria decidiu que estes não são por excelência a melhor escolha para o povo. Novos candidatos são obrigados a surgir.

3. Tal processo pode se repetir indefinidamente, até que os candidatos venham a agradar o eleitorado.

A explicação do senhor Ministro do TSE é um engodo, pois o eleitorado não é obrigado a escolher os candidatos que aí estão, na proposta de "o eleitor deve estar com o voto definido". O eleitor tem o dever de votar, mas o direito de votar nulo, justamente pela insatisfãção relativa aos candidatos.

Existe um livro fantastico de José Saramago que se chama "Ensaio sobre a Lucidez". A história se passa em uma cidade fictícia em Portugal, num momento de eleições municipais, em que o povo faz uma revolução, entitulada no livro como "Revolução Branca": 80% dos eleitores votam em branco; o motivo foi a insatisfação com a política.

O mais interessante é que em Portugal mesmo sendo o voto é facultativo, e no livro isso fica bem claro, parece que todos foram as urnas, fizeram a questão de ir mesmo em baixo de chuva para exercer o seu direito, e votarem em branco.

O povo brasileiro está tendo conciência do poder do voto, vendo o país mergulhado em caos, vergonha, corrupção e violência. O país é o retrato das eleições. Como diz a própria propaganda do governo: "O Brasil é tão bom quanto o seu voto!" Logo, se o Brasil está tão ruim, é pq o nosso voto o é.

Abraços.





posted by Leandro on Thursday, September 07, 2006 3:24:57 AM (E. South America Standard Time, UTC-03:00)  #    Comments [0] Trackback


Via: http://mundo-cane.blogspot.com/2006/09/formandos-de-jornalismo-da-ufrj.html


posted by Leandro on Thursday, September 07, 2006 12:14:43 AM (E. South America Standard Time, UTC-03:00)  #    Comments [0] Trackback




posted by Linus on Wednesday, September 06, 2006 7:25:07 PM (E. South America Standard Time, UTC-03:00)  #    Comments [0] Trackback
 Tuesday, September 05, 2006




posted by Leandro on Wednesday, September 06, 2006 1:22:00 AM (E. South America Standard Time, UTC-03:00)  #    Comments [0] Trackback




posted by Linus on Tuesday, September 05, 2006 5:34:03 PM (E. South America Standard Time, UTC-03:00)  #    Comments [1] Trackback
 Monday, September 04, 2006




posted by Leandro on Monday, September 04, 2006 11:23:45 PM (E. South America Standard Time, UTC-03:00)  #    Comments [0] Trackback


http://radioclick.globo.com/cbn/wma/wma.asp?audio=2006/colunas/lucia_060828.wma

Update:

O leitor Carvalho já tinha cantado essa bola antes, eu que deixei passar:

http://blog.escoria.org/CommentView,guid,159b1439-ce75-4e70-8be8-0cc435b79e9e.aspx




posted by Leandro on Monday, September 04, 2006 11:02:44 PM (E. South America Standard Time, UTC-03:00)  #    Comments [1] Trackback
 Sunday, September 03, 2006




posted by Linus on Sunday, September 03, 2006 11:14:53 PM (E. South America Standard Time, UTC-03:00)  #    Comments [1] Trackback